Site Oficial da Iyalorisa Sandra M. Epega
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COMISSÃO AFRO
Histórico da Comisão

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Metas
Reinvindicações

Este é um pequeno histórico da Comissão Afro: A Comissão teve início na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo em junho de 1997, e desde 24/06/97 funciona junto ao Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo.
Somos uma ONG devotada às causas das religiões de matriz africana, Umbanda, Candomblé e Tradições de Orixá, Vodun e Nkise. Temos o propósito de apoiar todas as Religiões afro-descendentes praticadas no Estado, divulgar informações úteis aos nossos Sacerdotes, superar preconceitos e atingir nossas metas. Pregamos o diálogo inter religioso como forma de resolver problemas. Quem conhece não teme, quem não teme não agride, é o que pensamos e divulgamos.
Mais do que tudo, nós somos uma fábrica de idéias. Reunimo-nos, os membros, e trocamos opiniões sobre a maneira como gostaríamos que as coisas se realizassem. Discutimos muito um assunto, que depois é colocado em votação. Todos têm direito, inclusive os visitantes (salvo assuntos administrativos) a voz e voto. Como coordenadora, decidi que só voto se houver empate. Sempre digo em que votaria, encaminho a votação, mas só voto efetivamente em caso de empate.

Faça contato:
(11) 8537-7738
9950-0148
Somos muito abertos. Consideramos que qualquer pessoa, desde que praticante ou simpatizante das religiões afro, é membro da Comissão. Mas temos membros atuantes, que freqüentam as reuniões assiduamente, e representam-na em eventos.
Consideramos que a Comissão funciona por seus membros. Assim, aonde quer que cada um de nós vá, seja o que for que realizemos, é sempre em nome da Comissão.
A Comissão usa o espaço físico do Conselho, e ocasionalmente, seus recursos (biblioteca, fax, correio, auxílio para eventos, apoio logístico de funcionários e estagiário, xerox - limitamos bastante nossos pedidos, porque, como conselheira, sei das dificuldades orçamentárias do Conselho). É interessante verificar que somos talvez a única ONG ligada a assuntos afro religiosos que tem uma proposta de realizar política religiosa institucional em dependências governamentais.
Há anos, antes que a Comissão atuasse efetivamente, com o auxílio do nosso Presidente Dr. Arruda, obtivemos um audiência com o Deputado Estadual Nivaldo Santana (PC do B), que estava em seu primeiro mandato, e expusemos a ele nossas dificuldades para poder entrar em hospitais, pronto socorros, velórios, cemitérios, afim de dar conforto religioso e realizar cerimônias fúnebres para os nossos seguidores. Imediatamente ele nos obteve um parecer do então Secretário da Saúde, liberando toda a rede estadual e recomendando à rede particular que fizesse o mesmo. Isso nos foi de muita valia quanto a realização de visitas religiosas, sem que precisássemos competir com os familiares dentro dos horários, exatamente como acontece com as outras religiões.
Vários de nós estavam então envolvidos, como estamos até hoje, na prevenção de AIDS/DSTs, e alguns haviam feito cursos de bio segurança no Centro de Referência e Tratamento de AIDS. Fizemos várias palestras e também um curso de uma semana em dependências do Conselho, de Multiplicadores de Informação em AIDS/DSTs e de Bio Segurança. Desenvolvemos um escrito sobre o assunto, que já está publicado em quatro línguas e é hoje um referencial no Axé. Hoje estamos ligados ao GVTR - Grupo de Voluntários do Trabalho Religioso - coordenado por Babá Celso Ricardo de Osagyian, membro da Comissão, eleito vice coordenador do novo biênio 02/03, que está realizando excelente trabalho de prevenção junto ao povo afro religioso.
Tendo dialogado politicamente e apoiado alguns candidatos à Prefeitura de São Paulo, obtivemos da atual Prefeita Marta Suplicy uma grande abertura e apoio junto aos órgãos municipais, algo que infelizmente não podemos dizer dos órgãos estaduais. A CONE - Coordenadoria Especial do Negro - através de seu Coordenador Dr. Antonio da Silva Pinto, tem-nos dado apoio em várias reivindicações.
Junto ao Serviço Funerário Municipal, por exemplo, obtivemos que uma antiga lei, do tempo da Prefeita Luiza Erundina, fosse aplicada, e já temos a garantia de 4 espaços de culto em cemitérios municipais. O primeiro, no Cemitério São Luiz, em Santo Amaro, de 100 mts quadrados está em fase de construção, devendo ser inaugurado em fevereiro, com a presença da Prefeita, autoridades e líderes religiosos de outras confissões. Os outros serão nos cemitérios Nova Cachoeirinha, Vila Formosa e Itaquera.
Estão em andamento também encontros com os administradores destes cemitérios, para que haja uma conscientização sobre nossas necessidades religiosas. Em nossas últimas reuniões, também lideres religiosos de outras confissões, como os muçulmanos, foram postos em contato com os executivos do Serviço Funerário Municipal, para que relatassem suas necessidades específicas, e os planos para isso já estão em andamento. O próximo alvo é aproximar os budistas, para que façam suas reivindicações.
Como dissemos, somos uma fábrica de idéias, e abrimos o caminho para que elas se realizem, para nós e para os outros.
Desde 1996 discutimos sobre a proposta de ensino religioso no Brasil. Tivemos uma rodada de discussões com assessoras da Secretária de Educação Rose Nebauer e por muitos anos não fomos procurados. Há dois meses recebemos convite para a 1ª Audiência Pública Estadual sobre Educação Religiosa. Tendo sido eleita por um grande contingente de lideranças afro porta voz da comunidade sobre este assunto, fiz contato com todos novamente e elaborei um escrito para ser apresentado na Audiência, que remeto em anexo. Temos colocado este assunto em várias ocasiões, para platéias diferenciadas, e através de outros membros da Comissão estamos em contato com o Forum de Ensino Religioso, com o CONER, da Casa da Reconciliação, um organismo cristão e católico.
Também eu e outros membros da Comissão escrevemos textos sobre nossa religião para a Revista Diálogo, de ensino religioso, das Edições Paulinas, editora católica.
Praticamente todos os membros da Comissão fazem parte do Círculo de Cooperação da URI/SP - Iniciativa das Religiões Unidas - , um projeto da ONU/UNESCO, que prega a paz do mundo através do diálogo inter religioso. Temos em São Paulo 17 diferentes religiões, filosofias e tradições envolvidas nesse projeto, desde 1999. Eu faço parte da Coordenação (composta de nove membros de diferentes religiões), representando a Tradição de Orixá e o Candomblé. Pai Dalmo Ribas, sacerdote umbandista, relações públicas da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo e do Brasil, representa a Umbanda.
De 22 a 27 de janeiro de 2002 teremos um Encontro Latino Americano, no México, e irão 8 representantes do Brasil, sendo 4 de São Paulo. Fui eleita, junto com um Pastor evangélico presbiteriano, uma Monja budista e um Sheik islâmico sufi para representar o CC/URI/SP.
O Informativo TAMBOR existe há 3 anos, desde setembro de 1999. É uma iniciativa dos membros da Comissão, que compõe sua Equipe. Temos uma proposta de divulgar as religiões afro descendentes no que têm de bonito, positivo, religioso. Não é um jornal comercial, funciona a maior parte do tempo no vermelho, é a voz da Comissão e de quantos queiram falar de religião. Temos uma proposta de diálogo inter religioso, divulgamos seguidamente pontos de vista de outras religiões, falamos de saúde, de esoterismo, de política, de gente que se destaca neste mundo imenso que é a afro religiosidade. Não nos propomos a divulgar festas de templos, somente grandes festas públicas realizadas por Federações ou organismos religiosos. Também damos grande destaque ao trabalho religioso social e incitamos nosso povo à prática do voluntariado.
Realizamos anualmente o Encontro Estadual das Religiões Afro Descendentes - ENERAD, com assuntos diferentes, polêmicos, visando esclarecer dúvidas e trazer especialistas que nos esclareçam. Em novembro de 2001 realizamos o VI ENERAD, nas dependências do Conselho, com o tema "Sacramentos inter religiosos, discutindo problemas e buscando soluções - proposta da criação de uma equipe de apoio inter religiosa e multi disciplinar".
Tendo sido exaustivamente convidados para participar, nos últimos meses, de eventos pela paz, resolvemos capitalizar este interesse em proveito do povo paulista e brasileiro em geral, sugerindo na Assembléia Legislativa a formação de um Conselho Estadual da Paz que, a exemplo dos outros Conselhos Estaduais, propusesse propostas de políticas públicas afirmativas em prol da paz. Tivemos uma proposta, por parte da Mesa da Assembléia, da formação, a princípio, de um Conselho (ou Comissão) Parlamentar de Paz, que funcionaria junto ao Legislativo. Estamos, um grupo de mais de 45 diferentes religiões e organismos trabalhando na formatação deste projeto, com a ajuda de uma equipe do CEPAM ( Fundação Prefeito Faria Lima).
Trabalhar em parceria já se tornou um hábito para nós. Nossos parceiros mais habituais são o INTECAB/SP - Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro Brasileira, o SOUESP - Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo, diversas Federações, o SINAFRO - Sindicato das Obras Beneficentes Afro Brasileiras, o GVTR - Grupo de Voluntários do Trabalho Religioso, o Informativo TAMBOR, os Templos dos quais os membros da Comissão são sacerdotes ou participantes, o CC/URI/SP - Círculo de Cooperação da Iniciativa das Religiões Unidas de São Paulo - , de inúmeras ONGs e quem mais se habilitar a trabalhar e colaborar conosco.
Nossos trabalho é voluntário, não remunerado, pagamos do nosso bolso para fazer o que fazemos. Trabalhamos normalmente sem dinheiro, repartindo obrigações e despesas. Não somos financiados por nenhum organismo e também não cobramos mensalidade de nossos membros.
Recebemos inúmeras reclamações de intolerância religiosa, que tentamos resolver por nossos meios, ou com a ajuda da advocacia do Conselho, de ONGs parceiras ou do GRADI - Grupo de Repressão aos Delitos da Intolerância.
Estamos envolvidos na defesa ambiental, esclarecendo nossos sacerdotes sobre como manter vivos a religião e o meio ambiente.
Fomos convidados a participar de um projeto do governo federal - Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com a UNICAMP e o FAT, do CBO 2001 - Classificação Brasileira de Ocupações. Participamos da primeira etapa - Painel de Descrição - e da segunda etapa - Painel de Validação, como membros da família religiosa afro descendente brasileira.
Reuniões às 1ª e 3ª quartas feiras do mês, das 15:00 às 18:00 hs. Aguardamos sua visita.
Axé! Axé! Axé!